Nas eleições para a presidência do Comitê Olímpico de Portugal (COP), Laurentino Dias, um dos candidatos, tem lançado críticas severas ao atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes. Em sua campanha, Dias expressou insatisfação com o papel de Gomes e a falta de participação da FPF em reuniões cruciais do COP nos últimos 12 anos. Além disso, o ex-secretário de Estado da Juventude e do Desporto enfatizou a importância de uma mudança na atitude da FPF sob a nova liderança de Pedro Proença.
Em meio às disputas eleitorais, Laurentino Dias criticou fortemente a ausência de Fernando Gomes nas assembleias gerais e plenárias do COP durante os últimos 12 anos. Segundo Dias, Gomes não participou de nenhuma dessas reuniões importantes, onde se discutiam orçamentos, problemas e soluções com outros presidentes de federações. Este descontentamento foi expresso durante um encontro promovido pela candidatura "Unidos pelo Olimpismo" em Vila Nova de Gaia, em 31 de janeiro de 2025.
Dias também abordou a relação com Pedro Proença, o novo presidente da FPF que assumirá o cargo na segunda-feira seguinte. Embora mantenha uma amizade com Proença, Dias ainda não sabe se contará com seu apoio. Ele destacou a importância da FPF, a maior federação do país em termos de atletas, treinadores e amplitude pública, contribuindo de forma significativa para o COP.
A candidatura de Laurentino Dias já conta com o apoio de 14 federações olímpicas e 22 federações não olímpicas. A validação final depende da subscrição de um quarto das federações desportivas. Além dele, Fernando Gomes e Alexandre Mestre também concorrem à presidência do COP.
Fernando Gomes, por sua vez, apresentou-se como candidato no dia 18 de fevereiro de 2025, na sede do COP, afirmando contar com o voto de todas as federações, incluindo a de futebol. Ele evitou polêmicas sobre o falecimento de Pinto da Costa e questões envolvendo clubes rivais.
As eleições estão marcadas para breve, e a comunidade esportiva aguarda ansiosa para ver quem liderará o movimento olímpico português nos próximos anos.
Como jornalista, observo que estas eleições são cruciais para o futuro do esporte em Portugal. A postura de Laurentino Dias ressalta a necessidade de maior engajamento e colaboração entre as federações. Independentemente do resultado, espera-se que a nova liderança traga mudanças positivas e fortaleça o papel do COP no cenário nacional e internacional.